Casos de SRAG por Influenza A param de crescer na Bahia
Boletim indica interrupção do crescimento, mas alerta para baixa vacinação e risco ainda elevado.
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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados à Influenza A pararam de crescer na Bahia, segundo boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz. O relatório aponta sinal de estabilização — e até queda — no estado e em outros cinco do Nordeste. Apesar disso, a incidência da doença ainda é considerada alta.No país, a influenza está presente em 43,7% das mortes por SRAG com identificação de vírus, o que mantém o alerta das autoridades de saúde. Especialistas reforçam que a vacinação é a principal forma de conter casos graves. Segundo a médica Nanci Silva, da Escola Bahiana de Medicina, o imunizante reduz internações e mortes, mesmo sem garantir proteção total.A cobertura vacinal na Bahia ainda é baixa: apenas 11% do público-alvo foi imunizado até agora, de acordo com o Ministério da Saúde. A meta é alcançar mais de 3 milhões de pessoas até 30 de maio. Até o momento, cerca de 288 mil doses foram distribuídas no estado. Em todo o país, já são 15,7 milhões de doses enviadas para a campanha.A vacina é indicada para crianças, idosos e gestantes e integra o calendário nacional de imunização. Mesmo com a desaceleração recente, a Bahia ainda apresenta tendência de crescimento no longo prazo. Na análise das capitais, Salvador já mostra interrupção no avanço dos casos.Autoridades recomendam ampliar a vacinação para evitar nova alta e reduzir o impacto da doença.
Governo envia 2,2 milhões de doses contra covid; Bahia recebe 205 mil
Imunizantes atualizados são destinados principalmente a grupos vulneráveis
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O Ministério da Saúde distribuiu mais 2,2 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para estados e o Distrito Federal, com o objetivo de reforçar os estoques e garantir a continuidade da imunização no país. A Bahia recebeu 205.008 doses do imunizante. Com a nova remessa, o total distribuído pelo governo federal nos primeiros meses do ano chega a 6,3 milhões de doses.Segundo a pasta, os imunizantes ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são atualizados para as cepas em circulação e seguem recomendados prioritariamente para grupos mais vulneráveis. O ministério afirma que mantém estoque suficiente para atender à demanda nacional. A distribuição para unidades de saúde e a aplicação das doses são de responsabilidade de estados e municípios.O envio ocorre por meio de critérios técnicos, como o tamanho da população-alvo e o volume de doses já aplicadas. Em caso de necessidade, os estados podem solicitar remessas adicionais ao governo federal.
Mortes por hipertensão aumentam quase 80% na Bahia e acendem alerta entre especialistas
Estado registrou 25 óbitos nos dois primeiros meses de 2026, maior número para o período em seis anos
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As mortes relacionadas à hipertensão arterial cresceram 78,5% na Bahia nos dois primeiros meses de 2026. De acordo com dados do Ministério da Saúde, disponíveis no DataSUS, foram 25 óbitos entre janeiro e fevereiro deste ano, contra 14 no mesmo período de 2025. O total também é o mais alto registrado para o bimestre desde 2020. Especialistas apontam que o avanço da doença está ligado ao subdiagnóstico e à baixa adesão ao tratamento. Para a médica clínica geral Thamine Lessa, da Clínica Florence, muitos pacientes não seguem as orientações de mudança no estilo de vida, o que agrava o quadro. Segundo ela, fatores como alimentação inadequada, estresse e consumo excessivo de sal e álcool têm impacto direto no controle da pressão arterial. O cardiologista Jadelson Andrade, membro da Academia de Medicina da Bahia, afirma que o número crescente de pessoas com pressão arterial não controlada preocupa. Ele destaca que cerca de 30% da população brasileira convive com hipertensão e que a prevalência vem aumentando nos últimos anos. A hipertensão é uma condição crônica caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, quando os valores atingem ou ultrapassam 140/90 mmHg. Sem controle, pode causar AVC, infarto e danos aos rins. A estudante Daiane Alves, 40 anos, recebeu o diagnóstico há pouco mais de um ano, após exames de rotina. Ela relata que precisou mudar hábitos alimentares e incluir atividades físicas na rotina. “Hoje faço boxe três vezes por semana, academia nos outros dias e sigo a dieta com pouco sal”, contou. Entre os fatores de risco estão histórico familiar, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e envelhecimento. Pessoas negras e diabéticas também têm maior predisposição à doença. Segundo Andrade, aspectos genéticos e socioeconômicos influenciam na maior prevalência entre pessoas negras. Dos 25 óbitos registrados na Bahia no início de 2026, 21 eram de pessoas pardas, duas de pessoas negras e duas de pessoas brancas.
Anvisa autoriza uso do Mounjaro para adolescentes com diabetes tipo 2
Medida ocorre em meio ao aumento de casos na população jovem; estudos indicam melhora no controle glicêmico
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o uso do medicamento Mounjaro para o tratamento de diabetes tipo 2 em pacientes com idade entre 10 e 17 anos.A decisão amplia a indicação do fármaco, que até então era destinado apenas a adultos, e ocorre em meio ao aumento de diagnósticos da doença entre adolescentes.O medicamento atua no controle dos níveis de glicose no sangue e também contribui para a redução do peso corporal, fatores considerados centrais no tratamento do diabetes tipo 2.Dados clínicos, como os do estudo SURPASS-PEDS, publicados pela revista científica The Lancet, indicam melhora significativa no controle glicêmico e no índice de massa corporal em poucas semanas de uso.Especialistas apontam que o avanço do sobrepeso e da obesidade entre jovens tem relação direta com o crescimento dos casos. A Sociedade Brasileira de Diabetes reforça a importância do acompanhamento médico no tratamento.Os efeitos adversos mais comuns relatados são gastrointestinais, como náusea e diarreia, geralmente considerados leves e transitórios. Estudos também indicam manutenção dos benefícios ao longo do tempo.
Lei federal regulamenta auxílio para pacientes do SUS em tratamento fora da cidade
Benefício depende de indicação médica, vaga confirmada e disponibilidade orçamentária dos gestores
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Foi sancionada nesta semana a Lei nº 15.390/2026, que regulamenta o apoio financeiro a pacientes do Sistema Único de Saúde que precisam se deslocar para realizar exames, cirurgias ou tratamentos fora do município de residência.A nova norma estabelece a cobertura de despesas com transporte — terrestre, fluvial ou aéreo —, além de alimentação e estadia. Com a sanção, o tema deixa de ser tratado apenas por portarias administrativas e passa a integrar a Lei Orgânica da Saúde.O benefício é destinado a pacientes cujo atendimento não esteja disponível na cidade de origem. Para ter acesso, é necessária indicação médica formal e a confirmação de vaga na unidade de saúde de destino.A concessão do auxílio, no entanto, não é automática. A lei prevê que o pagamento dependerá da disponibilidade orçamentária e financeira de estados e municípios, além da aprovação do gestor local de saúde.Segundo o texto, a medida busca evitar deslocamentos desnecessários e garantir que os recursos sejam utilizados em atendimentos previamente agendados no sistema de regulação.Durante a sanção, o governo federal vetou o trecho que previa a restituição de despesas ao paciente em casos de atraso no pagamento. De acordo com o Executivo, a medida poderia gerar insegurança jurídica e aumentar a judicialização contra o sistema público de saúde.
Anvisa quer endurecer regras para manipulação de medicamentos de GLP-1
Medida prevê regras técnicas para produção e controle de qualidade; agência também intensifica combate ao mercado ilegal
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve analisar, no próximo dia 29, uma proposta de instrução normativa que estabelece regras para a manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. A medida integra um plano de ação anunciado pela agência neste mês, que reúne iniciativas regulatórias e de fiscalização voltadas ao controle desse tipo de produto.A proposta prevê a definição de critérios técnicos para importação, qualificação de fornecedores e realização de testes de controle de qualidade, além de regras para armazenamento e transporte de insumos farmacêuticos ativos. Medicamentos como os que utilizam semaglutida, tirzepatida e liraglutida ganharam popularidade recente, o que, segundo a agência, ampliou o mercado ilegal. Atualmente, a venda desses produtos exige receita médica retida. Anvisa afirma que tem intensificado ações para coibir a comercialização irregular, incluindo versões manipuladas sem autorização. FISCALIZAÇÃO E MEDIDAs: Nesta semana, a agência instituiu dois grupos de trabalho para apoiar o controle sanitário e ampliar a segurança no uso desses medicamentos. Um dos grupos reúne representantes do Conselho Federal de Farmácia, Conselho Federal de Medicina e Conselho Federal de Odontologia.O outro será responsável por acompanhar a execução das ações e propor ajustes regulatórios. Também foi firmada uma carta de intenção entre a Anvisa e os conselhos profissionais para promover o uso racional e seguro dos medicamentos.PRODUTOS IRREGULARES: Na quarta-feira (15), a Anvisa determinou a apreensão dos produtos Gluconex e Tirzedral, comercializados como canetas emagrecedoras sem registro no país.Segundo o órgão, os itens não possuem autorização e não há garantia de qualidade ou composição, o que representa risco à saúde. CONTRABANDO: Na segunda-feira (13), uma ação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro interceptou, em Duque de Caxias, um ônibus vindo do Paraguai com medicamentos ilegais. Dois suspeitos foram presos em flagrante com anabolizantes e cerca de mil frascos de canetas emagrecedoras contendo tirzepatida.
Ministério da Saúde envia 2,2 milhões de doses contra covid-19 aos estados
Com nova remessa, total distribuído em 2026 chega a 6,3 milhões de doses; imunização prioriza grupos vulneráveis
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O Ministério da Saúde informou na quinta-feira (16) o envio de 2,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal. Segundo a pasta, a medida garante estoque suficiente para atender às demandas regionais. Com a nova remessa, o total distribuído nos primeiros meses de 2026 chega a 6,3 milhões de doses.Em nota, o ministério afirmou que os estoques estão assegurados em todo o país. As vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são atualizadas para as cepas em circulação e têm aplicação prioritária em grupos mais vulneráveis.A pasta é responsável pela compra e envio dos imunizantes. Já a distribuição local, armazenamento e aplicação ficam sob responsabilidade de estados e municípios. Entre janeiro e março, foram enviadas 4,1 milhões de doses, das quais cerca de 2 milhões já foram aplicadas.De acordo com o ministério, a nova remessa dá continuidade ao envio regular e reforça a estratégia de ampliação da cobertura vacinal no país. A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal.SERVIÇO | QUEM DEVE SE VACINAR: Idosos (60+): duas doses, com intervalo de seis meses; Gestantes: uma dose por gestação; Crianças (6 meses a menores de 5 anos): duas ou três doses; Imunocomprometidos: esquema com três doses + reforços semestrais; População geral (5 a 59 anos): uma dose para não vacinados. Também fazem parte do público prioritário profissionais de saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência, povos indígenas, quilombolas, população privada de liberdade e pessoas em situação de rua.
Internações por síndromes respiratórias crescem e elevam demanda por UTI infantil na Bahia
Estado já soma quase 2 mil hospitalizações; procura por UTI pediátrica cresce quase 30%.
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Pablo Barbosa/Saúde GovBA
A Bahia registra aumento nas internações por síndromes respiratórias agudas graves (SRAG), com impacto direto na rede pediátrica, segundo a secretária de Saúde, Roberta Santana. De acordo com dados do estado, até o início de abril foram contabilizadas 1.990 hospitalizações. Os casos são atribuídos principalmente a outros vírus respiratórios (34,6%), influenza (15,6%) e covid-19 (3,9%).A pressão sobre o sistema de saúde se reflete no aumento da demanda por leitos. No primeiro trimestre de 2026, as solicitações de UTI pediátrica chegaram a 2.098, alta de 28,9% em relação ao mesmo período de 2025. Já os pedidos por enfermaria pediátrica somaram 3.657, crescimento de 14,6%. Diante do cenário, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia reforça a importância da vacinação contra a gripe. A campanha está em andamento em todos os municípios, com meta de imunizar ao menos 90% dos grupos prioritários.O imunizante utilizado é trivalente, produzido pelo Instituto Butantan, com proteção contra as cepas A/H1N1, A/H3N2 e B/Victoria. Segundo a pasta, a vacinação é considerada a principal medida para reduzir casos graves e aliviar a pressão sobre a rede hospitalar.
Bahia registra 71 mortes por doenças respiratórias desde o início de 2026
Casos de síndrome respiratória grave chegam a quase 2 mil no estado
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Foto: Tony Winston | Agência Brasília
A Bahia registrou 71 mortes por doenças respiratórias entre 1º de janeiro e 5 de abril de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). No período, foram contabilizados 1.990 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o estado. As mortes estão associadas a complicações respiratórias severas. De acordo com a Sesab, a maior parte dos óbitos ocorreu em casos classificados como não especificados, com 48 mortes em 639 registros. Vírus diversos responderam por 689 casos e oito mortes. A influenza foi responsável por 311 casos e quatro mortes. Já a Covid-19 teve 78 registros e oito óbitos no mesmo intervalo. Os dados apontam maior concentração de casos em crianças de 1 a 4 anos, com 510 notificações. A vacinação é indicada pelas autoridades de saúde como a principal forma de prevenção. Ainda conforme a Sesab, desde 25 de março está em andamento uma campanha de vacinação gratuita contra a gripe para grupos prioritários, como parte das ações de prevenção.
Anvisa desmente boatos e reforça segurança da vacina da gripe
Órgão afirma que imunizante é seguro e destaca risco real da doença, como internações e mortes
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária reforçou a segurança da vacina contra a gripe após a circulação de informações falsas durante a campanha nacional de imunização, iniciada no último sábado (28). Segundo o órgão, o imunizante aplicado pelo Sistema Único de Saúde é seguro, eficaz e passa por rigorosos testes antes de ser disponibilizado à população. A agência destacou que a desinformação pode comprometer a adesão à campanha, considerada essencial para reduzir internações e mortes, sobretudo entre idosos, crianças e gestantes.Entre os principais boatos, está a alegação de que o timerosal — composto que contém mercúrio — seria prejudicial à saúde. A Anvisa esclarece que a substância é utilizada em quantidades mínimas como conservante e é eliminada rapidamente pelo organismo, sem causar danos. Outro ponto abordado envolve o uso do octoxinol-10 (Triton X-100), apontado falsamente como causador de doenças graves. De acordo com a agência, a substância é empregada no processo de fabricação para inativar o vírus e permanece apenas em níveis residuais, sem risco à saúde.Também foram desmentidas informações sobre o formaldeído. A Anvisa explica que o corpo humano já produz naturalmente essa substância e que, nas vacinas, ela está presente em quantidades muito inferiores às consideradas nocivas. O órgão reforça que o principal risco está na própria gripe, que pode evoluir para quadros graves, como pneumonia, e levar à morte. A recomendação é que a população procure os postos de saúde e se imunize.
Pesquisa revela que 3 em cada 10 adolescentes se sentem tristes, aponta IBGE
Levantamento com mais de 118 mil estudantes mostra alta de tristeza, irritação e pensamentos de autolesão entre adolescentes
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Três em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos afirmam se sentir tristes sempre ou na maior parte do tempo, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O levantamento ouviu mais de 118 mil adolescentes em escolas públicas e privadas de todo o país em 2024. Uma proporção semelhante relatou já ter tido vontade de se machucar de propósito.Os dados revelam um quadro amplo de sofrimento emocional: 42,9% dos estudantes disseram se sentir irritados ou nervosos com frequência, enquanto 18,5% afirmaram pensar que “a vida não vale a pena ser vivida”. Apesar do cenário preocupante, menos da metade dos alunos frequenta escolas com algum tipo de apoio psicológico. A proporção é maior na rede privada (58,2%) e menor na rede pública (45,8%).A presença de profissionais de saúde mental nas escolas é ainda mais limitada, alcançando apenas 34,1% dos estudantes. Além disso, 26,1% dos adolescentes afirmaram sentir que ninguém se preocupa com eles, e mais de um terço relatou que os pais ou responsáveis não compreendem seus problemas.Os indicadores são mais elevados entre as meninas. Segundo a pesquisa, 41% delas relataram tristeza frequente, contra 16,7% dos meninos. Também são mais altas entre elas as taxas de irritação, pensamentos negativos e autolesão.O IBGE estima que cerca de 100 mil estudantes tiveram lesões autoprovocadas no período analisado. Entre esse grupo, os índices de sofrimento emocional são ainda mais elevados, com maioria relatando tristeza constante, irritação e falta de sentido na vida. Casos de bullying também aparecem com maior frequência entre esses jovens.O Ministério da Saúde orienta que adolescentes e familiares busquem apoio em redes de confiança e serviços de saúde.Entre os canais disponíveis estão: Centros de Atenção Psicossocial (Caps); Unidades Básicas de Saúde; UPAs e hospitais; Centro de Valorização da Vida – telefone 188 (gratuito, 24). O CVV oferece apoio emocional e prevenção ao suicídio, com atendimento sigiloso por telefone, chat e outros canais.
Câmara aprova projeto que prevê acesso gratuito a terapias avançadas contra o câncer
Texto prevê acesso pelo SUS a terapias como imunoterapia e incentiva produção nacional
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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (24), o Projeto de Lei 126/25, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento e a regulação sanitária de novas tecnologias contra o câncer. A proposta é de autoria da senadora Dra. Eudócia (PL-AL). O texto garante o acesso gratuito, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a terapias avançadas, incluindo vacinas de imunoterapia. A matéria já havia sido aprovada pelo Senado e segue agora para sanção presidencial.No plenário, foi aprovado o parecer da deputada Rosângela Reis (PL-MG), que manteve o conteúdo original da proposta, sem alterações. O projeto estabelece regras para o desenvolvimento, pesquisa, produção, distribuição e acesso a vacinas e medicamentos de alto custo voltados ao tratamento do câncer.Entre as diretrizes previstas estão a redução da dependência de importações, o estímulo à transferência de tecnologia e o incentivo à formação de parcerias público-privadas. O texto também prevê ações de educação em saúde para ampliar a conscientização sobre o acesso a vacinas e tratamentos oncológicos. Em relação às compras públicas, a proposta prioriza tecnologias que tenham princípio ativo ou componentes desenvolvidos no Brasil.O projeto também autoriza o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) a destinar recursos para pesquisas, projetos e estudos voltados ao desenvolvimento de tecnologias contra o câncer no país.
Bahia recebe 1,3 milhão de doses da vacina contra influenza para campanha de 2026
Dia D será em 28 de março; estado deve receber mais de 6 milhões de doses ao longo da campanha
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A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) recebeu, na última sexta-feira (20) e sábado (21), a primeira remessa de vacinas contra a influenza para a Campanha Nacional de Vacinação 2026, totalizando 1.336.000 doses. A distribuição aos municípios já foi iniciada, e o Dia D de mobilização nacional está marcado para o sábado, 28 de março. Ao longo da estratégia, a Bahia deve receber 6.022.574 doses do imunizante.A chegada das vacinas ocorre em meio a um cenário de aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Levantamento semanal do Serviço Estadual de Regulação aponta crescimento na demanda pediátrica por atendimento. As solicitações de leitos de UTI pediátrica passaram de 55, na primeira semana de janeiro, para 141 entre os dias 12 e 18 de março. No mesmo período, os pedidos por enfermaria pediátrica subiram de 44 para 102.Segundo a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, a vacinação é a principal forma de prevenção. “A vacina contra a influenza é a forma mais eficaz de prevenção contra a doença e tem capacidade de reduzir agravamentos, internações e mortes, além de aliviar a pressão sobre os serviços de saúde”, afirmou. O imunizante integra o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) e é oferecido gratuitamente.Os municípios com maior volume de doses nesta primeira remessa são Salvador (204.120), Feira de Santana (58.310), Vitória da Conquista (25.840), Porto Seguro (24.490) e Camaçari (18.520). A distribuição considera o tamanho do público-alvo em cada localidade.A campanha contempla crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde e professores.Também fazem parte do público prioritário povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e indivíduos com comorbidades ou deficiência permanente. A lista inclui ainda caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários, profissionais dos correios, forças de segurança e armadas, além da população privada de liberdade e jovens em medidas socioeducativas. A meta nacional é vacinar pelo menos 90% dos grupos prioritários, com foco inicial em crianças, gestantes e idosos.A vacina influenza trivalente de 2026, produzida pelo Instituto Butantan, teve a composição atualizada conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o hemisfério sul.O imunizante protege contra três cepas do vírus: A/H1N1, A/H3N2 e B/Victoria. A vacina é considerada segura, eficaz e pode ser aplicada junto a outros imunizantes do calendário nacional.
Testemunhas de Jeová flexibilizam regra sobre uso do próprio sangue em cirurgias
Mudança permite armazenamento e reinfusão do sangue do paciente em procedimentos programados
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A liderança mundial das Testemunhas de Jeová anunciou uma mudança nas diretrizes médicas da religião e passou a permitir que fiéis utilizem o próprio sangue em procedimentos cirúrgicos previamente agendados. As informações foram divulgadas pela CNN.Com a nova orientação, os integrantes do grupo religioso estão autorizados a realizar a retirada, o armazenamento e a posterior devolução do próprio sangue durante cirurgias. A proibição de receber transfusões de sangue doado por outras pessoas, no entanto, continua valendo. O anúncio foi feito por Gerrit Losch, integrante do corpo governante da organização. Segundo ele, a decisão sobre o uso do próprio sangue em tratamentos médicos passa a ser de responsabilidade individual de cada fiel. De acordo com a liderança religiosa, a mudança não altera a crença central sobre a santidade do sangue, baseada em interpretações de passagens bíblicas que orientam a abstenção do uso de sangue. A flexibilização, segundo o grupo, se limita a procedimentos técnicos específicos. A nova diretriz foi recebida com críticas de ex-membros e especialistas em bioética, que apontam limitações da medida em situações de emergência, como acidentes graves ou tratamentos que exigem transfusões imediatas. Com a atualização, a expectativa é de que hospitais e equipes médicas ampliem a oferta de técnicas conhecidas como “cirurgias sem sangue” para atender pacientes do grupo religioso.
BahiaFarma firma parceria internacional para produzir medicamento contra câncer
Acordo prevê transferência de tecnologia para fabricação de medicamentos biológicos usados no tratamento de câncer e doenças raras.
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A BahiaFarma formalizou uma parceria com a Bionovis S.A. – Companhia Brasileira de Biotecnologia Farmacêutica e a Dr. Reddy's Laboratories para a transferência de tecnologia voltada à produção de medicamentos biológicos no Brasil. O acordo foi firmado após termo de compromisso celebrado entre as empresas e o Ministério da Saúde do Brasil, dentro da estratégia de ampliar a capacidade produtiva nacional e reduzir a dependência de importações.Pela parceria, a unidade baiana passará a produzir o medicamento biológico nivolumabe, utilizado no tratamento de cânceres avançados ou metastáticos. O remédio será fabricado nas dosagens de 40 mg (4 ml) e 100 mg (10 ml) e deverá atender principalmente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio ocorre poucos dias após outro acordo firmado pelo governo baiano, por meio da BahiaFarma, com a empresa sul-coreana Samsung Bioepis e a própria Bionovis.A formalização ocorreu durante o Fórum Empresarial Coreia-Brasil 2026, realizado em Seul. Nesse caso, a parceria prevê a transferência de tecnologia para fabricação do eculizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento da Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), doença rara do sangue que provoca a destruição excessiva dos glóbulos vermelhos.A expectativa é que a produção local dos medicamentos permita ampliar o acesso aos tratamentos por meio do SUS e reduzir os custos para o sistema público de saúde.A iniciativa também busca fortalecer o desenvolvimento tecnológico e a capacidade industrial da área farmacêutica no Brasil.
SUS inicia teleatendimento psicológico para mulheres em situação de violência
Serviço começa em Recife e Rio de Janeiro e será expandido para cidades com mais de 150 mil habitantes em maio.
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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Mulheres expostas à violência ou em situação de vulnerabilidade psicossocial terão acesso a teleatendimento em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa começa neste mês nas cidades de Recife e Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério da Saúde, a previsão é ampliar o serviço em maio para municípios com mais de 150 mil habitantes. A partir de junho, o atendimento deve chegar ao restante do país.A ação prevê cerca de 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos por ano e será realizada em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Para acessar o serviço, as mulheres poderão ser orientadas e encaminhadas por unidades da atenção primária, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS), além de serviços da rede de proteção social.Também será possível solicitar atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, que terá um miniaplicativo específico previsto para entrar em funcionamento no fim deste mês. Na plataforma, a usuária fará um cadastro inicial com informações sobre a situação de violência. Com base nos dados, o sistema enviará uma mensagem informando a data e o horário do teleatendimento.Segundo o ministério, a primeira consulta terá como objetivo identificar riscos, mapear a rede de apoio e definir as principais demandas da paciente, além de encaminhar para serviços especializados quando necessário. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que o modelo segue a mesma lógica de um teleatendimento lançado recentemente para pessoas com compulsão por jogos eletrônicos, mas adaptado para atender mulheres em situação de vulnerabilidade.A equipe de atendimento poderá incluir psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e, em alguns casos, terapeutas ocupacionais, ampliando o suporte oferecido às pacientes.
Vacina do Butantan mantém proteção contra dengue por pelo menos cinco anos, aponta estudo
Pesquisa acompanhou mais de 16 mil voluntários e aponta eficácia de 65% contra casos sintomáticos e proteção superior a 80% contra formas graves da doença.
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Uma nova análise de longo prazo da vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan indica que uma única dose do imunizante mantém proteção por pelo menos cinco anos e reduz de forma significativa o risco de casos graves da doença.Os resultados foram publicados na revista científica Nature Medicine e fazem parte do acompanhamento de um ensaio clínico de fase 3 realizado no Brasil.O estudo monitorou mais de 16 mil participantes com idades entre 2 e 59 anos. Após cinco anos de acompanhamento, a eficácia geral da vacina foi estimada em 65% contra dengue sintomática confirmada por exames laboratoriais.Quando analisados apenas os casos graves ou com sinais de alarme, a proteção foi ainda maior: 80,5%.A pesquisa também apontou eficácia tanto em pessoas que já haviam sido infectadas pelo vírus quanto naquelas sem histórico de dengue. Entre indivíduos com infecção prévia, a eficácia foi de 77,1%. Já entre participantes sem contato anterior com o vírus, a taxa ficou em 58,9%.Segundo especialistas, o resultado reforça o papel da vacinação na redução de hospitalizações e mortes pela doença.Para o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, esse padrão é comum em imunizantes contra doenças virais.“O principal objetivo das vacinas é evitar as formas mais graves da doença. A eficácia costuma ser maior justamente nesses desfechos”, afirma.Durante o período de acompanhamento do estudo, nenhum caso de dengue grave foi registrado entre participantes vacinados, enquanto episódios da forma grave ocorreram no grupo que recebeu placebo.Desafio dos quatro sorotipos:A dengue é causada por quatro sorotipos diferentes do vírus: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.A vacina do Butantan foi desenvolvida para proteger contra todos eles. No entanto, durante o período do ensaio clínico no Brasil, apenas dois tipos circularam com maior intensidade — DENV-1 e DENV-2.Por isso, a pesquisa não conseguiu medir diretamente a proteção contra os sorotipos 3 e 4. Ainda assim, estudos laboratoriais indicam produção de anticorpos contra os quatro tipos do vírus.Segurança monitorada:Outro foco do estudo foi a avaliação de segurança da vacina.A dengue possui um fenômeno chamado aumento dependente de anticorpos, que pode tornar uma segunda infecção mais grave. Por essa razão, especialistas consideram essencial acompanhar os efeitos da vacina por vários anos.Segundo os pesquisadores, os eventos adversos graves ocorreram em proporções semelhantes entre o grupo vacinado e o grupo que recebeu placebo, sem sinais de risco adicional associado ao imunizante.Combate ao mosquito segue essencial:Apesar dos avanços na vacinação, especialistas alertam que o controle do mosquito transmissor continua sendo fundamental.A dengue é transmitida pelo Aedes aegypti, e nenhum imunizante oferece proteção total contra a doença.De acordo com Kfouri, a combinação entre vacinação e controle do vetor é a estratégia mais eficaz para reduzir a transmissão do vírus.
Brasil tem 88 casos confirmados de Mpox
São Paulo concentra 62 diagnósticos; quadros são leves a moderados e não há mortes, segundo o Ministério da Saúde.
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O Brasil registrou 88 casos confirmados de Mpox, segundo o Ministério da Saúde. A maior parte das infecções está em São Paulo, que soma 62 ocorrências desde janeiro. Também há registros no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e no Distrito Federal (1).De acordo com a pasta, os quadros clínicos são predominantemente leves a moderados e não há registro de óbitos. Em 2025, o país contabilizou 1.079 casos e duas mortes pela doença. O que é Mpox: A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox. A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum é a erupção cutânea, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro também pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, cansaço e inchaço dos gânglios linfáticos.As lesões podem atingir o rosto, palmas das mãos, solas dos pés, virilha, regiões genitais e área anal. Como ocorre a transmissão: O vírus se espalha por contato próximo com pessoa infectada, inclusive por meio de gotículas respiratórias em interações face a face, contato pele a pele — como em relações sexuais —, beijo ou contato entre boca e pele. Também é possível a transmissão pelo compartilhamento de objetos contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectadas.
Bahia assina acordo com a Índia para produzir remédios de alta complexidade
Parceria prevê fabricação de medicamentos usados no tratamento contra o câncer
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Foto - Fideles Melo / GovBa
A Bahia firmou neste sábado (21), em Nova Délhi, na Índia, um acordo para produzir quatro medicamentos de alta complexidade por meio da Bahiafarma. A assinatura foi feita pelo governador Jerônimo Rodrigues durante missão oficial ao país. Entre os remédios que passarão a ser fabricados no estado estão o Nivolumabe e o Pertuzumabe, utilizados em tratamentos contra diferentes tipos de câncer. O acordo envolve transferência de tecnologia e foi firmado com as farmacêuticas Biocon, Dr. Reddy’s e Bionovis. Segundo o governo, a parceria deve ampliar o acesso da população a terapias de alto custo pelo SUS e reduzir a dependência de importações. A agenda contou também com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, afirmou que a iniciativa integra a estratégia de reindustrialização da saúde no país. Já a diretora‑presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes, explicou que os contratos incluem protocolos para produção de medicamentos voltados ao câncer de mama, pulmão e outros tumores. O acordo segue agora para as etapas de implementação e definição do cronograma de produção.
Bahia tem 12,6 mil partos de mães adolescentes
Dados do Sinasc apontam leve queda em 2025, mas cenário ainda é considerado crítico por especialistas
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A Bahia contabilizou 12.681 nascimentos de bebês de mães adolescentes entre janeiro e agosto de 2025, conforme dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde. As informações foram compiladas em janeiro deste ano pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). No mesmo período de 2024, o estado havia registrado 13.692 partos de jovens entre 15 e 19 anos. Apesar da redução de 7,4%, especialistas avaliam que os números continuam elevados e mantêm a Bahia entre os estados com maior volume absoluto de gravidez na adolescência no país.Em âmbito nacional, foram 168.713 nascimentos de mães adolescentes entre janeiro e agosto de 2025. No mesmo intervalo de 2024, o total chegou a 179.428, encerrando aquele ano com 261.206 registros. A tendência é de queda gradual, mas os indicadores ainda superam os níveis recomendados por organismos internacionais de saúde. A divulgação ocorre durante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, realizada de 1º a 8 de fevereiro, período voltado à promoção de ações de conscientização sobre educação sexual, planejamento reprodutivo e direitos de adolescentes.De acordo com o Ministério da Saúde, a incidência da gravidez precoce está associada a fatores socioeconômicos. Os maiores índices se concentram em áreas de baixa renda, entre jovens com menor escolaridade e acesso restrito a serviços de saúde e informação. Especialistas apontam que a gestação na adolescência frequentemente provoca evasão escolar e dificulta a inserção no mercado de trabalho, contribuindo para a manutenção de ciclos de vulnerabilidade social.
Casos de câncer de pele saltam de 4 mil para mais de 72 mil em 10 anos no Brasil
Exposição solar e envelhecimento da população ajudam a explicar alta
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Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil
O número de diagnósticos de câncer de pele no Brasil registrou um aumento expressivo nos últimos dez anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Em 2014, foram contabilizados 4.237 casos da doença. Já em 2024, esse total saltou para 72.728 registros em todo o país. De acordo com a entidade, a incidência do câncer de pele apresenta um recorte regional bem definido, com maior concentração nos estados das regiões Sul e Sudeste. A taxa nacional estimada em 2024 foi de 34,27 casos a cada 100 mil habitantes, número levemente inferior ao pico observado em 2023, quando o índice chegou a 36,28. Entre os estados, o Espírito Santo liderou o ranking em 2024, com taxa de 139,37 casos por 100 mil habitantes, seguido por Santa Catarina, com 95,65. Fora do eixo Sul-Sudeste, Rondônia chamou atenção ao registrar 85,11 casos por 100 mil habitantes. Para a SBD, o crescimento dos diagnósticos está associado a uma combinação de fatores, como maior exposição ao sol, predominância de pessoas de pele clara em determinadas regiões e o envelhecimento da população. Nas regiões Norte e Nordeste, as taxas seguem mais baixas em comparação ao restante do país. Ainda assim, alguns estados apresentaram aumento relevante em 2024, a exemplo de Rondônia e do Ceará, que registrou 68,64 casos por 100 mil habitantes.
SUS libera vacina contra bronquiolite para bebês de risco
Imunizante nirsevimabe será aplicado em bebês prematuros e com comorbidades a partir deste mês.
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Foto: Ministério da Saúde
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a disponibilizar, a partir deste mês, a vacina contra a bronquiolite para bebês prematuros e crianças com comorbidades. O imunizante oferecido é o nirsevimabe, indicado para a prevenção do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da doença. Segundo o Ministério da Saúde, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que oferece proteção imediata, sem a necessidade de estimular o organismo do bebê a produzir anticorpos.São considerados prematuros os bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação. Também poderão receber a dose crianças de até 2 anos com condições como doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatias congênitas, anomalias das vias aéreas, doenças neuromusculares, fibrose cística, imunodeficiência grave e síndrome de Down. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 300 mil doses já foram distribuídas para estados e municípios.O SUS também mantém a vacinação de gestantes contra o VSR a partir da 28ª semana de gravidez, estratégia que protege o bebê desde o nascimento. O VSR responde por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Em 2025, até 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus. Desse total, 82,5% das internações ocorreram em crianças com menos de dois anos.Não há tratamento específico para a bronquiolite. O atendimento é baseado em medidas de suporte, como hidratação, oxigênio e controle dos sintomas respiratórios.
Deputado propõe trocar multas leves por doação de sangue na Bahia
Proposta do deputado Paulo Câmara busca reforçar os estoques da Hemoba, que estariam abaixo de 24 horas de atendimento.
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Foto: Reprodução
O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) apresentou uma indicação à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) sugerindo ao governador Jerônimo Rodrigues a substituição de multas por infrações de trânsito leves, aplicadas pelo Detran-BA, pela doação de sangue ou de medula óssea.A proposta se inspira em um projeto de lei já aprovado na Câmara Municipal de Ponta Grossa, em Minas Gerais, e tem como objetivo reforçar os estoques dos serviços oficiais de hemoterapia no estado. Segundo o parlamentar, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) enfrenta níveis críticos, com quantidade de sangue inferior a 24 horas de atendimento, o que compromete a assistência a pacientes da rede pública.Paulo Câmara destacou que o início do ano costuma registrar queda no número de doações em razão de feriados prolongados, férias escolares e viagens, enquanto o aumento do fluxo nas estradas eleva o risco de acidentes e, consequentemente, a demanda por transfusões. Além disso, há a necessidade contínua de atender cirurgias e pacientes em tratamento de saúde.Pelo modelo adotado em Ponta Grossa, a conversão da multa em doação é facultativa, cabendo ao motorista escolher entre realizar a doação ou efetuar o pagamento tradicional. A regulamentação definirá quais infrações poderão ser contempladas, limitadas às de natureza leve, e estabelecerá o máximo de duas doações por ano por condutor. Veículos licenciados em outros estados não poderão utilizar o benefício.Para comprovar a doação, o motorista deverá apresentar certidão emitida pela unidade de hemoterapia, contendo nome completo, CPF, data da doação, identificação da unidade e assinatura do responsável técnico.A indicação ainda será analisada pelo governo estadual, que deverá decidir sobre a viabilidade jurídica e operacional da medida, além de eventual envio de projeto de lei à Assembleia Legislativa.
Verão começa com alerta para doação de sangue na Bahia
Com estoques pressionados, fundação aposta em campanha com Márcio Victor para mobilizar doadores em todo o estado.
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Foto: Camila Souza/GOVBA
A Fundação Hemoba lançou a campanha de verão com um recado claro: doar sangue agora é urgente. Com o tema “Seu sangue é do tipo que salva vidas”, a ação busca reforçar os estoques em um dos períodos mais críticos do ano para a doação. O cantor Márcio Victor, vocalista do Psirico, é o rosto da mobilização. Carismático e com forte apelo popular, ele empresta sua imagem para chamar a atenção dos baianos para a importância do gesto solidário.Durante o verão, as doações caem por causa das férias, viagens e festas. Em contrapartida, a demanda cresce nos hospitais, impulsionada pelo aumento de acidentes de trânsito e do fluxo de turistas. O resultado é pressão direta sobre os bancos de sangue. A Hemoba alerta que doar é simples, rápido e seguro. Uma única doação pode salvar até quatro vidas. A campanha será divulgada nas redes sociais e em peças publicitárias para incentivar tanto doadores regulares quanto novos voluntários.“Precisamos do apoio da população para atravessar o verão com estoques seguros. Doar sangue é um ato de cidadania e solidariedade”, afirmou Rivânia Andrade, diretora de Hemoterapia da Hemoba. Quem pode doar: Ter entre 16 e 69 anos; Pesar mais de 50 kg; Estar em boas condições de saúde; Menores de 18 anos: com responsável legal; Maiores de 60 anos: apenas se já tiverem doado antes; Não estar em jejum; Não ingerir álcool nas 12 horas anteriores; Não fumar duas horas antes; Dormir pelo menos 6 horas; Evitar alimentos gordurosos nas 4 horas antes; Apresentar documento oficial com foto. No verão, quando o sangue faz mais falta, a Hemoba deixa o aviso: quem doa hoje pode salvar uma vida amanhã. Onde doar na região: -UCT Hemoba – Brumado:Rua Manoel Fernandes dos Santos, nº 87, Jardim BrasilTelefone: (77) 3441-13. Funcionamento: Segunda e terça: 7h às 12h30; Quarta: 7h às 12h / 13h às 18h30; Quinta e sexta: 7h às 12h30. UCT Hemoba – Guanambi:Rua Dr. José Humberto Nunes, nº 1750, Bairro ParaísoTelefone: (77) 3451-7004. Funcionamento: Segunda a sexta: 7h30 às 11h30. Hemocentro Regional – Vitória da Conquista:Rua D, Loteamento Cristo Rei, Bairro FelíciaTelefone: (77) 3420-1267Funcionamento: Segunda a sexta: 7h30 às 11h30; Sábado: 7h30 às 11h
Anvisa proíbe canetas emagrecedoras vendidas na internet
Venda, fabricação, importação e uso de produtos sem registro foram totalmente proibidos pela agência.
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Foto: Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta quarta-feira (21), a comercialização, fabricação, distribuição, importação, divulgação e o uso de medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de produtos que contenham retatrutida, de todas as marcas e lotes.Os itens são conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras do Paraguai” e vinham sendo comercializados, principalmente, por meio de redes sociais, como o Instagram.De acordo com a Anvisa, os produtos são fabricados por empresas desconhecidas e não possuem qualquer tipo de registro, notificação ou cadastro junto ao órgão regulador, o que torna a comercialização irregular em todo o território nacional.Em nota, a agência alertou que, por se tratarem de medicamentos de origem incerta, não há garantia sobre a composição, qualidade, eficácia ou segurança. Por esse motivo, a Anvisa afirmou que os produtos não devem ser utilizados “em nenhuma hipótese”.“A ausência de controle sanitário impede qualquer confirmação sobre o que, de fato, está sendo aplicado no organismo do consumidor”, destacou o órgão no comunicado.A resolução que determina a proibição foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira e já está em vigor. O descumprimento da medida pode gerar sanções administrativas, incluindo multas e apreensão dos produtos, além de responsabilização civil e criminal dos envolvidos.A Anvisa reforça que medicamentos só devem ser adquiridos em estabelecimentos regularizados e com prescrição médica, quando exigida, e orienta a população a denunciar a venda de produtos irregulares pelos canais oficiais do órgão.























